quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012




Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A continuidade da crença


O caminho que eu escolhi é o do amor... Não importam as dores, as angustias, nem a decepções  que eu vou ter que encarar. ESCOLHI SER VERDADEIRA. No meu caminho, o abraço é apertado... o aperto de mão é sincero... Por isso não estranhe a minha maneira de sorrir...de te desejar o bem. EU ACREDITO NO BEM! Por isso, não estranhe se eu te abraçar, bem, apertado. Mesmo que seja só em pensamento, se eu me emocionar com tuas histórias, se eu chorar junto com você. Afinal somos gente e gente que faz a opção pelo bem. É assim que enxergo a vida. E só é assim que eu acredito que valha a pena  viver. COM VERDADE, COM EMOÇÃO, COM AMOR.


Mas amar é querer que a alma do outro seja feliz, não importa como, onde e ansim por adiante...


Estou perdendo as minhas
ilusões, talvez,
para adquirir outras novas

A única maneira de liquidar o dragão é cortar-lhe a cabeça,
 aparar-lhe as unhas não serve de nada
Às vezes pode parecer muito, mas arriscar um único passo, talvez o primeiro deles, além do território do medo de avançar pode ser a coragem que convida os outros passos todos. Com medo e tudo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012



O tempo se apossou do que havia. (Foi quando pude te explicar que as minhas expectativas não eram exigências). Hoje em dia, depois de tanta história não acontecida, sobrou amizade, saudade, respeitoJá que fomos tão inábeis para o amor, restou enfim, essa ternura encabulada e nossas conversas pela madrugada numa hora em que a saudade nos constrói as frases com todos os adjetivos mais suaves para não espantar o sono. E a consciência de que não há mais tempo para usufruir o que não foi aproveitado a tempo. (Por isso choramos apenas por dentro sem deixar que nossa voz denuncie nosso olhar raso de esperas intactas). Por isso tanta doçura nas palavras pra não ferir ainda mais essa melodia frágil e cheia de melancolia. E essa tentativa de que o abraço, apenas escrito, tenha outras formas de tocar. Porque queríamos a mesma coisa, exatamente o que nos faltava e que não soubemos porque não tínhamos para dar.Seguimos, ainda assim, unidos — não por sentirmos o mesmo amor, mas por compartilharmos aquela mesma solidão.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

...






PASSARAM-SE ANOS, ELA NÃO O ESQUECIA


















































































































...


(…) quero fluir: as coisas passando eu quero é passar com elas.

calor da tarde
toda lembrança
que o Sol toca, arde

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não gosto de pseudos.
 Nem pseudo-poeta,
 nem pseudo-inteligente,
 nem pseudo-amigo,
 nem pseudo-amor...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O bilhete precluso



É melhor ir devagar. Ela disse.


Em seu coração o desejo de ser desobedecida: não sejas devagar, seja imediato. Entra sem pedir licença, queima tudo que ainda dói com a simples luz de tua entrada, não faz perguntas, não tenha cautela. Abre teu espaço e ocupa o que quiser. Ocupa-me. Não me dá opções, não me deixe ser prudente. Não me deixe ponderar, nem discursar sobre o que aprendi. Não aprendi ainda, ensina-me. Rápido, não me permita pesar. Há uma urgência de você.

Mas o coração dele não falava. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou






terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mas no meu íntimo, segredo, o amor estar guardado e é um só e está guardado com delicadeza.
Do céu

O céu permanece intacto.
Já as nuvens... como passam...

E deste céu coração que Deus me deu,
Tenho eu,
Sido a nuvem.


Quanto tempo demora? - perguntou ele. - Não sei. Um pouco.
Sohrab deu de ombros e voltou a sorrir, desta vez era um sorriso mais largo.
- Não tem importância. Posso esperar. É que nem maçã ácida.
- Maçã ácida?
- Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs.


Meditei sobre as borboletas. Vi que elas podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as próprias asas.
Delicadeza é semente que faz brotar sorrisos.


Mas que nos importa que as nossas palavras sejam as mesmas de sempre? A música é outra!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Amor é pros desesperados, desavisados, 
católicos, gregos, romanos, românticos e abusados... Igual a gente!
Eu varias vezes me assusto com minhas reações: a ansiedade ao me preparar, mesmo sabendo de sua ausência; a pressa ao percorrer "o caminho" ,e ratifica-la; e, finalmente, na saída, agora não mais cabisbaixo, agora já entendendo tudo como uma história acabada, mas me assusto por, aceitado o fim, supor que estou "construindo" um novo começo.

Quero você, ele disse.
 Eu disse quero você também.
 Mas quero agora já neste instante imediato, ele disse e eu repeti quase ao mesmo tempo também, também eu quero. 
Sorriu mais largo, uns dentes claros.
 Passou a mão pela minha barriga. 
Passei a mão pela barriga dele.
 Apertou, apertamos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A conquista da liberdade
é algo que faz tanta poeira,
que por medo da bagunça,
preferimos, normalmente,
optar pela arrumação.
Enquanto não atravessamos a dor da nossa própria solidão
Continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Foi um momento o em que pousaste sobre o meu braço, 
num movimento mais de cansaço que pensamento, a tua mão, e a retiraste. 
Senti ou não? Não sei. Mas lembro e sinto ainda qualquer memória fixa e corpórea onde pousaste a mão que teve qualquer sentido incompreendido, mas tão de leve!.. Como se tu, sem o querer, em mim tocasses para dizer qualquer mistério, súbito e etéreo,
 que nem soubesses que tinha ser.


(...) É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali cresçam as nossas fantasias. Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe...
Como seria bom se as outras pessoas fossem vazias como o céu, e não tão cheias de palavras, de ordens, de certezas. Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu, onde podemos fazer voar nossas fantasias como se fossem pipas...