terça-feira, 31 de maio de 2011


A historiadora Denise Bernuzzi de Sant'Anna anda fazendo entre nós o elogio da lentidão, denunciando a ferocidade da cultura da velocidade. É bom pensar nisso. Pela pressa de viver as pessoas estão esquecendo de viver. Estão todos apressadíssimos indo a lugar nenhum.Curioso. A delicadeza tem a ver com a lentidão. A violência tem a ver com a velocidade. (...)
Sei que vão dizer: "A burocracia, o trânsito, os salários, a polícia, as injustiças, a corrupção e o governo não nos deixam ser delicados."

- E eu não sei?
Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se necessário for, cruelmente delicados.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Para ler ao som de ' VAMOS CELEBRAR'-Oswaldo Montenegro
Aracaju-SE 30.05.2011
E eu me sinto feliz e grata por tudo, vejo amor, maestria,
chance de aprendizado, em cada ínfima coisa que me acontece.
Ainda que chova, e às vezes chove muito, a memória da ternura
luminosa e imutável do sol faz eu lembrar da natureza preciosa
da vida. O sol não vai a lugar nenhum, ele fica exatamente
onde está, mas a nuvem, a chuva, sempre passam.
Tem dia em que eu acordo lindeza e coloco bobagem pra dormir
porque a nítida prioridade é a harmonia do meu coração, o contentamento natural capaz de me nutrir, proteger e me ajudar a seguir.

domingo, 29 de maio de 2011

Não tarda 22


Era uma menina. Uma menina e muita brincadeira. Uma menina e vários cachorros. Uma menina de brincadeira na rua e pé de mangueira no quintal. De corrida de rolemã e desenho com tijolo na rua. Uma menina de manga verde em cima do telhado. Era uma moça. Uma moça de fantasia. Uma moça de contos e cartilha de família. Era uma moça. Era uma mulher. Uma mulher de coisa simples. Coisa de escolha. Era uma mulher de cartola. Era uma mulher de chapéu. Era uma mulher com muita coisa dentro do chapéu. Era uma mulher com um chapéu de mágico, igual uma cartola. De onde tirava um coelho, um pombo e um bilhete:
 -Vá ser feliz. Vá ser muito feliz!

Para os 21 anos de histórias

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo,
invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos
os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos,
vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor
Quando o encontro é bom e tem lume não tem porta de saída:
 é pra sempre, de um jeito ou de outros, no coração.

O tempo dá delicadeza aos olhos.

Ao meu bom-dia: bom dia! *

Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Um quinta feira de maio deles

 Colocar a cabeça dele no colo dela , tomar suas mãos, cantar, fazer carinhos.

Eu amava
Como amava um sonhador
Sem saber porquê
E amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia, amanhece não...
Eu amava
Como amava um pescador
Que se encanta mais
Com a rede que com o mar
Eu amava, como jamais poderia
Se soubesse como te encontrar...


terça-feira, 10 de maio de 2011

Gosto das belas coisas claras e simples, das grandes ternuras perfeitas,
 das doces compreensões silenciosas
 gosto de tudo, enfim, onde encontro um pouco de Beleza e de Verdade ...

Porque há ainda no mundo, graças a Deus,
 almas-astros onde eu gosto de me refletir,
 almas de sinceridade e de pureza sobre as quais adoro debruçar a minha.



domingo, 8 de maio de 2011

Mar da Bahia

Tanta saudade preservada num velho baú de prata dentro de mim
Digo num baú de prata

Só sabe a importância de um rio, quem nasceu as margens de um

   Um dia, o Amor se tornou
 vida de tua vida e eu existi.

O som alegre dos pássaros cuidou de me despertar. Lembra-me da minha sina de voar. E o que farei nesta semana, outra vez.


De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas



Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha.

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Lembro que sempre sonhei viver de amor e palavra




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Sexta-Feira Sete de Maio de Um Ano

Passaram-se meses, ela não o esquecia...



Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.