sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tempo, Tempo, Tempo

É tempo de recolher a fantasia e me voltar um pouco para dentro.

Ao meu guru e ao nosso encontro

Na convivência, o tempo não importa.
Se for um minuto,uma hora, uma vida.
O que importa, é o que ficou deste minuto,
desta hora... desta vida...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

 Quero brincar, meus amigos de ver beleza nas coisas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Começou com um banho frio

... resolveu que queria sol, mar e paz.
Amanhecer é uma lição do universo.Que nos ensina que é preciso renascer.O novo amanhece ...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

bem assim

 Eu acredito, (...)
o sonho é meu, (...)
eu acredito,
eu sigo acreditando,
outra vez eu acredito, (...) 
eu não paro um segundo de acreditar
porque tudo é vivo
vibra
brilha
O que importa é que Ana era mesmo meio fada.


Sou dessa leva de gente que tem como sina ver demais.Sentir demais.
Amar quase do tamanho do amor.

e foi assim, desde a hora que abriu os olhos. teve certeza: hoje seria um dia mágico.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quem ama vê miudezas




(...)como se os olhos quisessem segurar a lindeza do instante um bocadinho, o suficiente para levá-lo até o lugar onde o seu sabor nunca mais poderia ser perdido.

domingo, 21 de novembro de 2010


Às vezes cansa, sim,
 mas combinamos não desistir 
da força que verdadeiramente
 nos move.



(...) e a gente esquece sabendo que está esquecendo.

sábado, 20 de novembro de 2010

Tudo que eu sinto esbarra em Deus.
Ela queria o prazer do extraordinário que era tão simples de encontrar nas coisas comuns: não era necessário que a coisa fosse extraordinária para que nela se sentisse o extraordinário





Acabei de ver  a lua lá fora, é lindo esse degradê... essa mistura: eu olho para um lado o amarelo alaranjado e concomitantemente a lua se mostra linda, brilhante e vistosa como de costume. E nisso de enxergar causa um eco tamanho, dentro do meu coração. Atinge a vontade, as certezas... sinto poesia em tudo, fabulo a vida. Estou presente, mas distante. Em algum mundo subjetivo e inacessível. Faço da minha vida uma prosa lúcida. Sinto muito, preciso sentir.Bailo ao som da minha própria melodia. Descobri  há algum tempo, que não posso. Não assim por um instante somente. Que seja eterno na essência, na disposição. É que eu não consigo manter nada pequeno, entende?
Coisas pequenas, sem interesse...exigem muito de mim. Muita esperança engolida, muito desejo  contido, muita paixão mentida. A indiferença de ser adulta o suficiente para não alimentar coisas boas se torna líquida à noite e não me deixam dormir. Coisas pequenas tiram meu sono, meus sonhos, meus ganhos. É que meus beijos são de alma, e coisas pequenas apertam minha alma, fazem doer. Preciso de espaço para a minha alma, preciso de reciprocidade no querer, na predisposição... mentiras e enganos causam danos ao meu ser, enojam.  Preciso de alma livre, que não seja presa nada pequeno e enganoso. Preciso de coisas grandes, as que libertam.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tenho sempre uma esperança, uma fé e um amor

 Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece, por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveita, enche tuas malas de sonho e toma carona no vento.
Ao meu pé de amora, que descobri hoje

No dia seguinte o príncipe voltou.


_ Teria sido melhor se voltasses à mesma hora – disse a raposa. _ Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração… É preciso que haja um ritual.
_ Que é um “ritual” – perguntou o principezinho.
_ É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. _ É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
_ Ah! Eu vou chorar.
_ A culpa é tua – disse o principezinho. _ Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
_ Quis – disse a raposa.
_ Mas tu vais chorar! disse ele.
_ Vou – disse a raposa.
_ Então, nã terá ganho nada!
_ Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
_ Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde a três eu começarei a ser feliz!
_ Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
_ Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
_ Sois belas, mas vazias – continuou ele. – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas) Foi ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
_ Adeus… – disse ele.
_ Adeus – disse a raposa. – Eis meu segredo. É muito simples: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisivel aos olhos.
_ O essencial é invisível aos olhos – repetiu o princepizinho, para não se esquecer.
Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.
E deitado na relva, ele chorou.
_ Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… – repetiu ele, para não se esquecer.
_ Os homens esqueceram essa verdade – disse ainda a raposa. – Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa
-Eu sou responsável pela minha rosa… – repetiu o principezinho, para não esquecer.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Abraçar; é encostar um coração no outro.

coisa boa é plenitude


Nasceste no lar que precisavas, 

Vestiste o corpo físico que merecias, 
Moras onde melhor Deus te proporcionou, 
De acordo com teu adiantamento. 
Possuis os recursos financeiros coerentes 
Com as tuas necessidades, nem mais, 
nem menos, mas o justo para as tuas lutas 
terrenas. Teu ambiente de trabalho é o
que elegeste espontaneamente para a tua 
realização. Teus parentes, amigos são as almas 
que atraíste, com tua própria afinidade. 
Portanto, teu destino está constantemente 
sob teu controle
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, 
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo 
que te rodeia a existência. 
Teus pensamentos e vontade são a chave de 
teus atos e atitudes... 
São as fontes de atração e repulsão na tua 
jornada vivência. 
Não reclames nem te faças de vítima
Antes de tudo, analisa e observa. 
A mudança está em tuas mãos. 
Reprograma tua meta, 
Busca o bem e viverás melhor. 
Embora ninguém possa voltar atrás e 
fazer um novo começo, 
Qualquer Um pode Começar agora e 
fazer um Novo Fim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

sempontosempausa




Por mais que o tempo passe, o amor não perde essa antiga mania de continuar a florir.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Imagem: Patricia Metola


Eu estou silêncio. Ando em profunda quietude. Desconstruindo os impossíveis, reaprendendo o possível.De poesia tenho o pão quentinho que alivia o cansaço do dia e me faz divagar que sempre há algo bom, pequeno ou grande. Eu estou ausência. Ando em profundo segredo.Permito-me a poucos. Eu estou resignação. Ando em profunda humildade. Aceito da vida a incerteza dos dias e respiro a esperança de amar sempre melhor daqui a alguns minutos. Eu estou repouso. Ando em profunda calmaria. Mergulhada lá no fundo da alma. Quieta, admiro os fatos surpreendendo-me sem sustos.. Eu estou liberdade. Ando em profundo alívio. Experimento sabores e cores. Tenho companhia. Eu estou cumplicidade. Ando em profundo compartilhar. É carinho e seus sinônimos. Eu estou paciência. Ando em profunda espera. Vai passar. Caminho devagar. Estou voltando. Devagar, devagarzinho.  Eu estou diferenças. Ando me desconhecendo. E me reconhecendo, principalmente. E eu me sei amor. Eu estou resiliência. Ando resoluções. E faço-me despedida. Assim seja.(Amaria)


"Desistir?
Eu já pensei seriamente nisso, 
mas nunca me levei realmente a sério.

É que tem mais chão nos meus olhos
do que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros,
mais estrada no meu coração do
 que medo na minha cabeça"
(Cora Coralina)


domingo, 14 de novembro de 2010


Continuo sempre me inaugurando, abrindo e fechando círculos de vida, jogando-os de lado, murchos, cheios de passado..
Sabe o que quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela, não poderia mais sentir a mim mesma
" A dignidade é como a verdade: está sempre no âmago das pessoas e das coisas, e não nas suas aparências."

sábado, 13 de novembro de 2010


Palavras sem fim para uma vida em pleno recomeço.




Foto: Doce Clareza
"Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede.
Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas."


A Munyr,meu irmão querido,
'Por teu riso alucinado; por tua esperança imutável; por teus gigantes pequenos sonhos; por tua vida colorida; por tua vontade de mudar o mundo; por teu amor que ri em lágrimas; por tuas mãos que podem tudo; por teu coração andarilho e sempre em busca; por teus desejos legítimos e altivos; e pela tua vida ímpar de cada manhã, parabéns todos os dias.'(Euamaria)
Amo-te.

VERDADE VERDADE VERDADE





A mentira sempre foi detestável para mim. Por motivos muito pessoais, sempre a vi como inimiga. Concordo muito menos com pequenas mentiras. Reflexo de quem, desde sempre, teve grandes amores roubados por mentiras. Histórias que em minutos descobria-se mentira, pura, única e absoluta. Daí minha aversão às pequenas mentiras encobertas, que sei bem, muito bem, crescerão e novamente me roubarão muito. Marcas que faço questão de não perder. Vou ao extremo de que se não pode contar a verdade, não faça. Hoje me percebo esquisita quando vivo relações vista por outros de impróprias, mas que se mantém pela verdade. Vejo-me estranha quando não consigo alimentar amor por quem me faz mal, a despeito de todos que choram anos por não conseguir se desligar de quem tanto mal lhe faz. Perdoe-me, mas não sinto pena de quem alimenta mentiras e quer colher verdades. Não gosto de feições caprichadas para enganar corações sinceros ou lágrimas que tornam vítima quem não é. O mundo não perdoa os fortes, e há quem acredite que dramatizar o torna mais amado. Prefiro relações práticas, de quem ama em gestos. Prefiro não escutar declarações e ter certeza de que a companhia é certa. E ironicamente, embora tenha uma visão bastante romântica, não suporto mentiras melosas. Romântico para mim é estar junto com sinceridade, com amizade certa, apesar das diferenças e dissentimentos. Não acredito que seja romantismo manter a alegria fingida que não permite verdades com o pretexto de manter a aparência. Não consigo ver a lógica de alguém se sentir amado sabendo que amam nele uma mentira. Pois bato o pé e afirmo que não quero essa espécie de amor que mente para proteger. Isso soa tão irônico para mim, que como defensora nata do amor, acho um desrespeito chamar de amor. Quem ama não engana, não omite, não mente. Quem ama pode errar, é possível. Mas por ser amor, são sempre bem claros os sinais de que a intenção era pura. E antes que me julgue exagerada, purista ou falsa moralista, eu digo que não acho ou penso, mas tenho certeza, muita certeza. Afinal, eu amo. Na verdade, eu amo.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A vida se encolhe ou se expande de acordo com a nossa coragem!




Uma ocasião,
meu pai pintou a casa toda
de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010











































'Que não dê certo nem dê errado,que dê FELICIDADE, pelo tempo que Deus tem em mãos.Por que ele carrega nossas as esperanças e aponta nossos caminhos.' ...




"Não sacrifique o dia de hoje pelo de amanhã. Se você se sente infeliz agora, tome alguma providência agora, pois só na sequência dos agoras é que você existe."



Clarice Lispector - Minhas Queridas






"Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas pra um dia dar certo."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Brindo!



"A vida não tem ensaio
mas tem novas chances
Viva a burilação eterna, a possibilidade
o esmeril dos dissabores!
Abaixo o estéril arrependimento
a duração inútil dos rancores
Um brinde ao que está sempre em nossas mãos:
a vida inédita pela frente
e a virgindade dos dias que virão!"




Acendi um incenso.
No rádio, Chico canta Vai passar.

Sim, vai passar. Passa. Passará.'



O trem vai partir. Você percebe que não pode levar nada além de você mesmo.
 
 
 
 
 
É preciso saber sentir, mas também saber como deixar de sentir, porque se a experiência é sublime pode tornar-se igualmente perigosa. Aprenda a encantar e a desencantar. Observe, estou lhe ensinando qualquer coisa de precioso: a mágica oposta do "abre-te, Sésamo". Para que um sentimento perca o perfume e deixe de intoxicar-nos, nada há de melhor que expô-lo ao sol.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

  




Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras coisas.


Clarissa Corrêa (desse blog aqui: www.clarissacorrea.blogspot.com )



"Eu me esforço para ser cada dia melhor: bondade também se aprende"


Normais levantam, reclamam, vestem, irritam-se, xingam
e cumprimentam sempre da mesma forma.
Dão as mesmas respostas para os mesmos problemas.
Tem o mesmo humor no serviço e em casa.
Petrificam sorrisos no rosto, dão presentes sempre nas mesmas datas.
Enfim, tem uma vida estafante e previsível. Fonte para vazios e enfados.
Normais não surpreendem, não encantam.

Deus, livra-me dos normais!

domingo, 7 de novembro de 2010


..'Mas não há preocupação por dentro. Uma força maior age e move o que me é precioso. Não sei se fé, amor em demasia ou meu anjo da guarda é encantado por mim... Meu coração é de diamante. Resiste esperançoso, sereno e confiante. Uma paz me move, essa linguagem de sinais sem códigos.'


 
 
 
 
E olhando fora de si, pressentia avisos, seculares avisos de sangue de que o que o esperava não tardaria. A isso chamava, amável, de uma esperança. Em nenhum momento permitiria a si mesmo duvidar da concretização das esperanças, do que chamava esperanças.




"Despedir dá febre."

sábado, 6 de novembro de 2010




                                                       'Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração.
Toda vez que o adulto balança, ele vem pra me dar a mão.
E me fala de coisas bonitas que eu acredito
Que não deixarão de existir;
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor.
Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver!

Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão...'




                                                          (Milton Nascimento -  Bola de Meia, Bola de Gude)







"Faz tempo que, para pensar sobre Deus, eu não leio teólogos; leio os poetas."




Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.
E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.