domingo, 30 de janeiro de 2011

É, domingo?

então...

um café e um amor, quentes por favor!



...abriu todas as janelas para o dia azul brilhante.
Respirou fundo, sorriu. (...)
Sorriu ainda mais quando, sem esforço,
lembrou de uma porção de gente.(...)
quem acredita sabe encontrar.
Não garanto que foi feliz para sempre,
mas o sorriso (...)
era lindo quando pensou todas essas coisas...


Jardins de sonho e cirandas


Eu nunca fui bem- comportada.
Podera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bela. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória, e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar…
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
Eu tenho medo de altura, mas não êxito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.

Mais tarde eu saberia que certas experiências se partilham -

até mesmo sem palavras – só com gente da mesma raça.
O que não significa nem cor nem formato de olho
nem tipo de cabelo, mas o indefinível parentesco da alma.

sábado, 29 de janeiro de 2011



Todo dia começa uma história diferente. Pra todo mundo. Gosto de pensar assim. Um novo ciclo de vida. Um novo dia. Uma outra oportunidade diferente da de ontem, daquela que não deu muito certo. Sorrir ajuda. Sorrir porque sim. Sins são janelas coloridas abertas pro mar. Só de pensar a gente fecha o olho e...sorri.

Quanto tempo a gente espera pra ouvir a palavra certa. Uma palavra só. Mas não um palavrão, só a grande palavra o 'sim'. A vontade de tudo querer que aconteça. O desejo maior que tudo de alcançar qualquer coisa boa. De tudo planejar e concretizar, sim. De tudo adorar e esperar a hora de amar um dia assim.

A gente se arrisca porque gosta de chorar de vez em quando. E se arrisca mais forte ainda porque gosta de sorrir também, digo eu, que não gosto (nem um pouco) do verbo prender. Prender o riso. Prender o choro. Prender o grito. Prender o verbo. Faz a gente deixar de ser, a gente. Prefiro dar. Entregar. Partilhar. Entrelaçar.

Viver mais um dia com o coração fora do peito. Viver todos os dias com a (in)consciência do risco de tudo. De deixar tudo. De perder. Mas de tudo poder ganhar um pouco. Vale a pena viver sem medo. Guiada por uma estrela igual naquela história do reis magos, levada até lá, por um caminho qualquer.

E quando a gente se surpreende com ele, o  não, uma música é um bom refúgio.Ou um silêncio por dentro. Uma conversa com Deus. Deixar entrar as palavras boas, os pensamentos bons, acendem uma luz a mais no coração, sabia? Te dá mais um ano de vida feliz.

Viver apaixonada por uma causa, por um sonho. Desapaixonar-se dos medos. Dos nãos que secam a alegria de viver. Alimentar-se de memórias deliciosas e conversas entre você e suas saudades. Dessas que ninguém pode tirá-las de ti. Apaixonar-se por um sorriso. Por alguém. Por uma ideia louca que você pode ser na vida de alguém. Apaixonar-se por você.

Não faz mal se chorar  muitas ou algumas vezes. Chorar sempre faz chover, penso assim. E chover, sempre faz nascer. Ta vendo? No fim tudo volta a ser começo. Fica sempre tudo bem, meu bem. Sempre.

Descobrimos com o tempo que as palavras mais comuns são as mais deliciosas de serem ouvidas. Às vezes dificílimas de serem ditas. Descobrimos com o tempo que afinal pouco é muito.

Não sei se sou  mais otimista do que as outras pessoas, mas sei que sou. Não sei se quero mais e com mais força o que quero do que as outras pessoas, mas sei que só sei ser assim. Não sei se sou mais ou se sou menos, se sou igual ou se sou diferente.

Sei que sou assim, de bem com a vida. Nem sempre, mas hoje sim. 


Da maior importância

Foi um pequeno momento, um jeito, uma coisa assim.





...




Amor é água pura que lava.


Seria apenas mais uma história, se não tivesse tocado a alma.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E onde já se viu tê medo da força da vida, fia?
O que vem não se adia e chegô: ri e celebra,
purque o mundo pode se refazê em ocê.


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para o ano novo

(...)quero o sabor de saber, na prática, que somos feitos para a felicidade. Para a troca. Para a paz. Para a bondade. Para facilitarmos a existência uns dos outros. Para a coragem e a alegria de simplesmente ser.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

E o tal aniversariante?

E Ele chegou ali, na simplicidade, fruto de fé e de amor. Tinha tudo do que necessitava. E necessita-se de tão pouco. Era preciso um lugar, Ele escolheu o mais simples. Era preciso amor, ele foi gerado pelo Próprio. Era preciso descanso, e Ele descansou nos braços da mais pura e abnegada mãe. Só isso era preciso. Não precisavam de árvores enfeitadas, as estrelas já anunciavam. Não era preciso ceias em abundância, nem troca de presentes. Tudo que era preciso era agradecer a Deus por cumprir sua promessa, por ser fiel. Naquela noite o brilho era um bebê, em sua sempre pureza inquebrável, sua brandura intensa, sua esperança de mudar o mundo. E Ele mudou. Dividiu o tempo em antes e depois dele. Se duvidares de tudo a respeito dele, não pode negar que Ele já esteve aqui. E se é chegado o dia de comemorar o aniversário dEle porque Ele nunca é convidado? Porque não se discute o tamanho da pureza que desejará para si, mas demoramo-nos em saber o tamanho da árvore? Porque não presenteamos a nós mesmos com o perdão, mas participamos de troca de presentes com quem tanto desejamos o mal? Porque cartas para o papai Noel com pedidos e não orações de gratidão pelo que se tem? E se Ele nascesse hoje, onde será que escolheria nascer? Será que nasceria em grandes ceias, com árvores de natal, presente embrulhado, comida em excesso? E se Ele chegasse ali alguém teria tempo para Ele? Não estariam ocupados com a roupa nova e fotos para exibicionismo? Mas a festa não deveria ser dEle? E porque não é? Afinal de contas, e o tal do aniversariante? Meu desejo é que aquela pureza, brandura e amabilidade volte a nascer dentro de nós, como naquele dia, na mais terna simplicidade. Só isso. O resto é resto.

domingo, 19 de dezembro de 2010

E de repente alguém chega e diz:
-Estou me sentindo nas nuvens!
Sensação danada de boa essa! Sentir-se leve, ter a alma livre, plena de felicidades simples e poderosas.
Sensação ligada ao amor. Aos carinhos. Às dádivas. Às entregas. Às trocas felizes. Às realizações afetivas.
Parece simples, e deve até ser. Coisa de escolha. Coisa de prioridades. Priorizar o que nos faz sentir sem peso a ponto de flutuar. Atitude. Atitudes amorosas. Amáveis. Acolhedoras. Deve ser simples, sim! Simples feito olhar os desenhos que elas formam no céu. Tem que olhar para o alto com os olhos de criança e acreditar que aquela nuvem é um coelho, e que aquele coelho tem uma cartola, e que dentro da cartola saiu um pombo correio com um bilhete de amor escritinho para mim:
-"Seja feliz a partir de você!"




Alguma coisa acontece em meu coração(Caê)