quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

E o tal aniversariante?

E Ele chegou ali, na simplicidade, fruto de fé e de amor. Tinha tudo do que necessitava. E necessita-se de tão pouco. Era preciso um lugar, Ele escolheu o mais simples. Era preciso amor, ele foi gerado pelo Próprio. Era preciso descanso, e Ele descansou nos braços da mais pura e abnegada mãe. Só isso era preciso. Não precisavam de árvores enfeitadas, as estrelas já anunciavam. Não era preciso ceias em abundância, nem troca de presentes. Tudo que era preciso era agradecer a Deus por cumprir sua promessa, por ser fiel. Naquela noite o brilho era um bebê, em sua sempre pureza inquebrável, sua brandura intensa, sua esperança de mudar o mundo. E Ele mudou. Dividiu o tempo em antes e depois dele. Se duvidares de tudo a respeito dele, não pode negar que Ele já esteve aqui. E se é chegado o dia de comemorar o aniversário dEle porque Ele nunca é convidado? Porque não se discute o tamanho da pureza que desejará para si, mas demoramo-nos em saber o tamanho da árvore? Porque não presenteamos a nós mesmos com o perdão, mas participamos de troca de presentes com quem tanto desejamos o mal? Porque cartas para o papai Noel com pedidos e não orações de gratidão pelo que se tem? E se Ele nascesse hoje, onde será que escolheria nascer? Será que nasceria em grandes ceias, com árvores de natal, presente embrulhado, comida em excesso? E se Ele chegasse ali alguém teria tempo para Ele? Não estariam ocupados com a roupa nova e fotos para exibicionismo? Mas a festa não deveria ser dEle? E porque não é? Afinal de contas, e o tal do aniversariante? Meu desejo é que aquela pureza, brandura e amabilidade volte a nascer dentro de nós, como naquele dia, na mais terna simplicidade. Só isso. O resto é resto.

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"E não se esqueça de trazer força e magia
O sonho, a fantasia
E a alegria de viver"(Toquinho)