quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

 Um dia, sentada em sua casa, ela chorou a grande tristeza que carregava: a traição, as mentiras e a falsidade. Pensou que adultos podem mesmo, e quase sempre o querem, ser detestáveis. Já com os olhos vermelhos, ela quase sentia dó de si. Achou bonita a frase ‘dó de si’... Fechou os olhos, imaginou as notas, cantarolou a música distante e os ouvidos aguçaram-se para buscar uma canção qualquer. Ela levantou-se e começou a dançar devagarzinho. Um passo, outro, muitos outros... Sozinha no quarto mas não na vida ela dançou e dançou e dançou. Entendeu muitas coisas enquanto dançava sozinha. Percebeu que lágrimas podiam ser passos de dança e dor podia virar música. Então ela sorriu e parou de chorar. A vida era mesmo muito difícil, pensou, mas ela podia dançar!
Há certas coisas que não podem ser ajudadas.
Tem que acontecer de dentro para fora.

Minha Preta, doces saudades

Tens poesia e nobreza,

Tua vida é um esplendor...
Em toda parte beleza,
Ninguém te iguala em valor.*
Boa Viajem

Cidade Baixa
Praça Castro Alves
Pôr do sol da Baía de Todos os Santos
Campo Grande


da cidade
Que é muito mais bonita
E muito mais intensa
Do que no cartão postal..
.


 *Hino de Salvador

segunda-feira, 28 de março de 2011


Tudo passa, o que queremos e o que não queremos que passe,
a tristeza e o alívio coabitam no espaço desta certeza.
Eu não tenho muitas respostas.O que eu tenho é fé.
Me abrace, que no abraço mais do que em palavras,as pessoas se gostam.

Jardim apenas, pétalas, presságio.


É apenas um poema em um travesseiro!
Mas como dói!



O homem de hoje não cultiva o que não pode ser abreviado.

Não, ela não era tola. Mas como quem não desiste de anjos, fadas, cegonhas com bebês, ilhas gregas e happy ends, ela queria acreditar.

A vida pode ser mais leve.
Mais lúdica.
Se eu não brincasse, enlouqueceria.
Não posso nem sei ser essa imagem que tanta gente
congelou a respeito do que é ser adulto.
Passo longe desse freezer.
Quero o calor da vida.
Quero o sonho e a realidade melhor que ele puder gerar.
Quero alguma inocência que não seja maculada.
Quero descobrir coisas que não suspeito existirem e,
que para minha surpresa,
têm significado para o meu coração.
Adulta, quero caminhar de mãos dadas,
vida afora, com a criança que me habita:
curiosa, arteira, espontânea.

sábado, 26 de março de 2011

Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.