— É possível um rio secar completamente?
— Claro que é.
— Mas será que ele não enche depois? Nunca mais?
— Alguns sim, outros não.
— Mas nunca mais?
— Sei lá, acho que não.
— Você tem certeza?
— Certeza eu não tenho. Só estou dizendo que acho. Afinal não sou nenhuma especialista em matéria de rios, secos ou não.
— Sabe?
— O quê?
— Eu tinha esperança que o rio voltasse a encher um dia
quarta-feira, 21 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
E contrariamente ao que pensam
os amantes inexperientes,
fazer carinho com as palavras
não é ficar repetindo o tempo todo:
"Eu te amo, eu te amo..."
Barthes advertia:
‘Passada a primeira confissão,
'eu te amo\' não quer dizer mais nada.'
É na conversa
que o nosso verdadeiro corpo se mostra,
não em sua nudez anatômica,
mas em sua nudez poética.
Sou amor e sonho.
Sou menina.
Sou quando e depois.
Sou agora e amanhã.
Sou tempo. Sou memória.
Eu sou completamente.
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida .E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra... Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
E lá se vai...
E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração na curva
De um rio, rio, rio, rio, rio
sábado, 10 de março de 2012
(...)
Sinais de bem, desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
Do céu azul, das flores de abril
Pensar além do bem e do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer
segunda-feira, 5 de março de 2012
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez
Ter feito o que você me fez
Desapareça cresça e desapareça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez
Ter feito o que você me fez
Desapareça cresça e desapareça
sábado, 3 de março de 2012
Literatura de boteco
NÃO VOU DEIXAR O QUE EU MAIS QUERO NA VIDA, POR AQUILO QUE MAIS QUERO NO MOMENTO
Todo recomeço pede um ponto final.
PONTO
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A continuidade da crença
O caminho que eu escolhi é o do amor... Não importam as dores, as angustias, nem a decepções que eu vou ter que encarar. ESCOLHI SER VERDADEIRA. No meu caminho, o abraço é apertado... o aperto de mão é sincero... Por isso não estranhe a minha maneira de sorrir...de te desejar o bem. EU ACREDITO NO BEM! Por isso, não estranhe se eu te abraçar, bem, apertado. Mesmo que seja só em pensamento, se eu me emocionar com tuas histórias, se eu chorar junto com você. Afinal somos gente e gente que faz a opção pelo bem. É assim que enxergo a vida. E só é assim que eu acredito que valha a pena viver. COM VERDADE, COM EMOÇÃO, COM AMOR.
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