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quinta-feira, 18 de abril de 2013



Beije o seu próprio riso e contrarie toda dor e melancolia de tempos antigos. Aprenda que a dor nada mais é do que um remédio amargo que tem por fim o seu crescimento. Sorria para dentro, mesmo que seja pequeno o seu rir, a sua felicidade te guiará para o amanhã. E é lá que toda dor já deixará de machucar.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida .E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra... Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011




Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.