terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mas no meu íntimo, segredo, o amor estar guardado e é um só e está guardado com delicadeza.
Do céu

O céu permanece intacto.
Já as nuvens... como passam...

E deste céu coração que Deus me deu,
Tenho eu,
Sido a nuvem.


Quanto tempo demora? - perguntou ele. - Não sei. Um pouco.
Sohrab deu de ombros e voltou a sorrir, desta vez era um sorriso mais largo.
- Não tem importância. Posso esperar. É que nem maçã ácida.
- Maçã ácida?
- Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs.


Meditei sobre as borboletas. Vi que elas podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as próprias asas.
Delicadeza é semente que faz brotar sorrisos.


Mas que nos importa que as nossas palavras sejam as mesmas de sempre? A música é outra!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Amor é pros desesperados, desavisados, 
católicos, gregos, romanos, românticos e abusados... Igual a gente!
Eu varias vezes me assusto com minhas reações: a ansiedade ao me preparar, mesmo sabendo de sua ausência; a pressa ao percorrer "o caminho" ,e ratifica-la; e, finalmente, na saída, agora não mais cabisbaixo, agora já entendendo tudo como uma história acabada, mas me assusto por, aceitado o fim, supor que estou "construindo" um novo começo.

Quero você, ele disse.
 Eu disse quero você também.
 Mas quero agora já neste instante imediato, ele disse e eu repeti quase ao mesmo tempo também, também eu quero. 
Sorriu mais largo, uns dentes claros.
 Passou a mão pela minha barriga. 
Passei a mão pela barriga dele.
 Apertou, apertamos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A conquista da liberdade
é algo que faz tanta poeira,
que por medo da bagunça,
preferimos, normalmente,
optar pela arrumação.
Enquanto não atravessamos a dor da nossa própria solidão
Continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Foi um momento o em que pousaste sobre o meu braço, 
num movimento mais de cansaço que pensamento, a tua mão, e a retiraste. 
Senti ou não? Não sei. Mas lembro e sinto ainda qualquer memória fixa e corpórea onde pousaste a mão que teve qualquer sentido incompreendido, mas tão de leve!.. Como se tu, sem o querer, em mim tocasses para dizer qualquer mistério, súbito e etéreo,
 que nem soubesses que tinha ser.