"E sei que estou apenas no início de um largo caminho de amor…”
(Caio Fernando Abreu)
| NósAsMarias |
Maria sempre ama muito. Intensamente, demasiadamente, excessivamente. Quer presença, quer toque, quer sentir. Maria precisa sentir. Maria sempre leva com o olhar sem pressa a ligeireza das idas e vindas. Quer viver por completo o tempo, o que há e quem há. Maria sabe que ninguém nesta vida estará sempre. Maria sabe que pode amar completamente o tempo que lhe for permitido para depois só levar saudade/amor/certeza, nada de culpa. Maria não tem culpa, porque Maria sempre amou em alto grau. Maria nunca amou mais ou menos. Maria tem a consciência tranqüila. E isso a deixa livre para amar em paz as pessoas que cruzam seu mundo, que gira descontroladamente. Maria cai em algumas voltas, chora o susto; mas depois ri, levanta e continua a viagem. Maria não tem destino, e nem deseja. Maria segue o que acredita: ‘não procura por distantes e frescas fontes, apenas derrama o seu perfume onde estiver’. Maria simplesmente caminha e toca em outros mundos. Sabe que em algum momento, em outra volta, esses mundos se separarão. Mas Maria leva um pouco do aroma deles, e eles levam o de Maria. E de longe Maria sentirá sua fragrância e saberá que partes de si estarão espalhadas por aí. Há certo prazer nisso. Maria gosta da mistura de perfumes que a compõem, parte de todos com quem já de dividiu. Esse aroma é a bússola dos passos Maria. Ela pode senti-lo esteja a que distância for. E Maria precisa sentir
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"E não se esqueça de trazer força e magia
O sonho, a fantasia
E a alegria de viver"(Toquinho)