sábado, 20 de novembro de 2010






Acabei de ver  a lua lá fora, é lindo esse degradê... essa mistura: eu olho para um lado o amarelo alaranjado e concomitantemente a lua se mostra linda, brilhante e vistosa como de costume. E nisso de enxergar causa um eco tamanho, dentro do meu coração. Atinge a vontade, as certezas... sinto poesia em tudo, fabulo a vida. Estou presente, mas distante. Em algum mundo subjetivo e inacessível. Faço da minha vida uma prosa lúcida. Sinto muito, preciso sentir.Bailo ao som da minha própria melodia. Descobri  há algum tempo, que não posso. Não assim por um instante somente. Que seja eterno na essência, na disposição. É que eu não consigo manter nada pequeno, entende?
Coisas pequenas, sem interesse...exigem muito de mim. Muita esperança engolida, muito desejo  contido, muita paixão mentida. A indiferença de ser adulta o suficiente para não alimentar coisas boas se torna líquida à noite e não me deixam dormir. Coisas pequenas tiram meu sono, meus sonhos, meus ganhos. É que meus beijos são de alma, e coisas pequenas apertam minha alma, fazem doer. Preciso de espaço para a minha alma, preciso de reciprocidade no querer, na predisposição... mentiras e enganos causam danos ao meu ser, enojam.  Preciso de alma livre, que não seja presa nada pequeno e enganoso. Preciso de coisas grandes, as que libertam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"E não se esqueça de trazer força e magia
O sonho, a fantasia
E a alegria de viver"(Toquinho)