As novas flores já moram nos brotos, mas ainda não desabrocharam. A chuva de renovação está dentro das nuvens, mas elas ainda não verteram. A borboleta já voa na crisálida, mas ela ainda nem se deu conta direito da novidade de ter asas.
Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito.O vento da vida pôs-te ali.A princípio não te vi: não soube que ias comigo,até que as tuas raízes atravessaram o meu peito,se uniram aos fios do meu sangue,falaram pela minha boca,floresceram comigo.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Pode ser do vento vir contra o cais
Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha
e porque sou o tema que conheço melhor
Nada no bolso ou nas mãos
EU VOU
Acordei cedinho, fiquei comendo maçãs e ouvindo Caetano cantar "Trem das cores" (A franja da encosta, cor de laranja, capim rosa chá) para dar o tom do dia. O tom veio, colorido
Nada de ir tateando os muros como um cego.
Nada de muros.
Eu sei que os sóis que cultivamos no peito muitas vezes passam do ponto, perdem o horário e descansam um pouco mais atrás dos olhos. Mas asestrelas amigasainda sabem muito bem de nós e esclarecem com o tempo as nossas dúvidas.É essencial não perder a mão da escolha e a leveza do pouso.É essencial não ofuscar o brilho dos afetos que constroem os nossos anéis. O respiro de quem acorda desacreditando é pesado demaispro coração da gente.