quarta-feira, 10 de novembro de 2010





Acendi um incenso.
No rádio, Chico canta Vai passar.

Sim, vai passar. Passa. Passará.'



O trem vai partir. Você percebe que não pode levar nada além de você mesmo.
 
 
 
 
 
É preciso saber sentir, mas também saber como deixar de sentir, porque se a experiência é sublime pode tornar-se igualmente perigosa. Aprenda a encantar e a desencantar. Observe, estou lhe ensinando qualquer coisa de precioso: a mágica oposta do "abre-te, Sésamo". Para que um sentimento perca o perfume e deixe de intoxicar-nos, nada há de melhor que expô-lo ao sol.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

  




Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras coisas.


Clarissa Corrêa (desse blog aqui: www.clarissacorrea.blogspot.com )



"Eu me esforço para ser cada dia melhor: bondade também se aprende"


Normais levantam, reclamam, vestem, irritam-se, xingam
e cumprimentam sempre da mesma forma.
Dão as mesmas respostas para os mesmos problemas.
Tem o mesmo humor no serviço e em casa.
Petrificam sorrisos no rosto, dão presentes sempre nas mesmas datas.
Enfim, tem uma vida estafante e previsível. Fonte para vazios e enfados.
Normais não surpreendem, não encantam.

Deus, livra-me dos normais!

domingo, 7 de novembro de 2010


..'Mas não há preocupação por dentro. Uma força maior age e move o que me é precioso. Não sei se fé, amor em demasia ou meu anjo da guarda é encantado por mim... Meu coração é de diamante. Resiste esperançoso, sereno e confiante. Uma paz me move, essa linguagem de sinais sem códigos.'


 
 
 
 
E olhando fora de si, pressentia avisos, seculares avisos de sangue de que o que o esperava não tardaria. A isso chamava, amável, de uma esperança. Em nenhum momento permitiria a si mesmo duvidar da concretização das esperanças, do que chamava esperanças.




"Despedir dá febre."

sábado, 6 de novembro de 2010




                                                       'Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração.
Toda vez que o adulto balança, ele vem pra me dar a mão.
E me fala de coisas bonitas que eu acredito
Que não deixarão de existir;
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor.
Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver!

Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão...'




                                                          (Milton Nascimento -  Bola de Meia, Bola de Gude)







"Faz tempo que, para pensar sobre Deus, eu não leio teólogos; leio os poetas."




Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.
E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.